O Santuário Profanado: o silêncio dentro de casa, a história de Andressa Almeida e o dever coletivo de proteger as crianças

A infância deveria ser um território sagrado e inviolável. A sociedade cresceu acreditando que o lar é o refúgio primário de qualquer ser humano, o espaço seguro onde as portas trancadas servem para impedir que o perigo da rua alcance quem ainda não sabe se defender. No entanto, os registros policiais, as pesquisas e os relatos de sobreviventes mostram o contrário: o abuso sexual infantil intrafamiliar é a regra, e não a exceção. Para milhares de meninas e meninos, quem machuca não está num beco escuro. Está dentro de casa, divide o sobrenome e dorme no quarto ao lado. Pode ser um adulto, e pode ser também outra criança ou um adolescente da própria família.

RELATO REAL • CONSCIENTIZAÇÃO
Silêncio Dentro de Casa (A história de Andressa Almeida e o dever de proteger as crianças)
Como uma sobrevivente quebrou o pacto familiar e transformou o trauma em acolhimento.
Andressa Faria de Almeida foi abusada pelo irmão dos 6 aos 16 anos de idade — Foto: Arquivo pessoal1

A escritora Andressa Almeida decidiu contar. Em depoimento à Marie Claire, publicado em novembro de 2024, ela relata ter sido abusada pelo irmão mais velho, cinco anos mais velho que ela, dos 6 aos 16 anos. Foi uma década inteira, mais de 3.650 dias, vivida em meio ao medo. Hoje, ela usa a voz para ajudar outras mulheres a se curarem.

Dez anos dentro de casa: o que Andressa relata

Segundo Andressa, a violência era física, emocional e sexual, e ela acredita que pode ter começado ainda antes dos 6 anos. O irmão pedia segredo, e como ela era uma criança e não entendia o que acontecia, achava que aquilo era normal. Ela também conta que os momentos de abuso eram, paradoxalmente, aqueles em que ele a tratava melhor. No resto do tempo, ele era agressivo, batia e humilhava. Essa alternância entre violência e “carinho” é um dos fatores que mais confundem uma criança e mais a mantêm presa ao silêncio.

Aos 8 anos, ela tentou pedir ajuda e contou aos pais que o irmão a tratava de forma inadequada. Segundo ela, os pais não quiseram lidar com o assunto. Lembra que foi levada a um médico, que o irmão levou bronca, mas que nenhum dos dois recebeu tratamento. Ela entendeu, ali, que para a família estava tudo bem.

Aos 16 anos, o primeiro namoro a afastou do irmão. A adolescência e o início da vida adulta, ela conta, foram marcados por relações conflituosas, autoestima em frangalhos e a busca por validação. Só aos 21 anos, ao ter contato com o feminismo na universidade, ela se deu conta do que tinha vivido: aquilo não era normal, e ela não tinha consentido.

Ao tentar falar de novo com a mãe, ouviu que lamentava, mas que não havia mais o que fazer. Pediu que a filha não contasse a ninguém e não a ajudou a buscar tratamento. Segundo Andressa, o pai também não quis lidar com o assunto quando soube. Para ela, essa omissão é a perpetuação do abuso: a mãe não abusou, mas fechou os olhos.

O relato de uma sobrevivente também pode se ampliar com o tempo, à medida que ela entende e elabora o que viveu. Em publicações recentes no Instagram, Andressa passou a dizer que foi abusada não só pelo irmão, mas também pelo pai. Ela escreve que demorou a entender que o jeito como o pai lidava fisicamente com ela era abusivo, justamente porque era filha dele e o amava. Esse é outro mecanismo comum do abuso dentro de casa: o amor que a criança sente pelo adulto torna ainda mais difícil reconhecer a violência.

Como o abuso dentro de casa costuma acontecer

Entender o padrão é uma das formas mais eficazes de proteger uma criança, porque o abuso intrafamiliar quase nunca se parece com o que as pessoas imaginam. O caso de Andressa mostra vários elementos que se repetem em muitas histórias:

  • Acontece na rotina da casa. Em ambientes que parecem seguros: o quarto que as crianças dividem, os horários em que os adultos não estão olhando, o convívio diário. Não precisa de um lugar escondido, só de acesso e de ausência de supervisão.
  • Começa disfarçado e vai aumentando. Costuma aparecer como brincadeira, jogo ou “segredo entre nós”, e avança aos poucos, de um jeito que a criança não consegue identificar como violência.
  • Vem acompanhado de pedido de segredo. É um dos sinais mais comuns. A criança aprende que não pode contar, e quanto mais tempo passa, mais difícil fica falar.
  • Mistura violência com momentos de atenção. Andressa relata que os momentos de abuso eram, para ela, aqueles em que o irmão a tratava melhor, e que no resto do tempo ele era agressivo e humilhava. Essa alternância confunde a criança, que passa a associar a violência a uma forma de afeto e a sentir culpa e vergonha.
  • A criança não tem nome para o que vive. Sem informação, ela acha que é normal. Andressa só entendeu o que tinha acontecido aos 21 anos. Muitas mulheres levam décadas.
  • O silêncio ao redor sustenta tudo. Quando a criança tenta contar e os adultos minimizam, mudam de assunto ou “resolvem” só com uma bronca, ela aprende que não adianta pedir ajuda, e a violência continua.

O que isso significa na prática: o perigo costuma estar em quem faz parte do convívio, a criança raramente consegue explicar com clareza o que está vivendo, e quem está por perto tem o poder de interromper o ciclo ao notar os sinais e agir.

Da dor à escrita: terapia, livros e uma comunidade

Em 2015, incentivada pelo marido, Andressa começou a fazer terapia. A terapeuta sugeriu que ela escrevesse sobre o que viveu, para se conscientizar e se tratar, e depois que publicasse. Ela enviou o livro a cinco editoras, e todas toparam. A editora que a publicou aceitou produzir três livros: o primeiro, Por baixo da capa, é sobre entender o que aconteceu; o segundo, sobre o afastamento da família e o processo de tornar o caso público; o terceiro, na época da entrevista, ainda estava sendo escrito.

Ela criou um perfil no Instagram, que na época da entrevista tinha quase 40 mil seguidores, e passou a receber mensagens de outras mulheres. Hoje, usa as redes para conscientizar sobre como prevenir e como perceber que algo está acontecendo com uma criança ou adolescente. Também faz do perfil um espaço de acolhimento: indica profissionais de saúde que queiram atender sobreviventes, além de advogados e assistentes sociais. Sobre o próprio caminho, resume em uma frase: “Passei por isso e estou viva.”

Ela não romantiza. Relata que convive com as sequelas, como depressão, ansiedade e fibromialgia, e que o abuso afetou até a forma de se relacionar e de viver a intimidade com o marido. Mas diz que, apesar de tudo, está bem. E conta que se esforça para dar um propósito ao que viveu, porque não dá para apagar, mas dá para ressignificar.

Quando quem abusa é outra criança ou um adolescente da família

Quando se fala em abuso sexual infantil, quase sempre se imagina um adulto desconhecido. A realidade inclui casos como o de Andressa, em que a violência vem de um irmão, durante anos, dentro da mesma casa.

Esse tipo de situação costuma ficar invisível por alguns motivos. Muitas famílias chamam de “brincadeira de criança” ou “fase” o que é violência. A vítima convive todos os dias com quem a machuca e não tem para onde ir. O silêncio se organiza para “não destruir a família”. E a própria criança, muitas vezes, não tem palavras nem certeza de que aquilo é errado.

É importante dizer duas coisas ao mesmo tempo. Primeiro, a gravidade para quem sofre é a mesma, independentemente da idade de quem praticou. Segundo, a lei trata de forma diferente: quando o autor tem menos de 18 anos, o fato é chamado de ato infracional, e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê medidas socioeducativas. Isso não diminui o crime nem o direito da vítima à proteção, ao acolhimento e a tratamento. Como a violência pode atravessar anos, e o autor pode ter passado de adolescente a adulto durante esse período, cada caso exige análise jurídica própria.

Andressa aponta justamente o ponto central: muitas famílias tentam passar pano quente, e é muito raro encontrar uma que ofereça tratamento à vítima. Para ela, o abuso familiar é uma herança que segue passando adiante enquanto não é tratada.

A vulnerabilidade da criança com deficiência ou neurodivergente

A violência sexual contra crianças autistas e com deficiência intelectual ou de desenvolvimento tem camadas específicas de crueldade. Muitas pessoas autistas têm dificuldade de decodificar regras sociais implícitas e uma interpretação literal do mundo, e quem pratica a violência se aproveita da confiança, da dependência de cuidados e da dificuldade de expressão. Quando a criança atípica tenta mostrar o sofrimento, suas reações são rotuladas às pressas como birra, crise sensorial ou “mania”.

Uma revisão científica publicada na The Lancet em 2012, com apoio da Organização Mundial da Saúde, concluiu que crianças com deficiência têm cerca de três vezes mais chance de sofrer violência sexual. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 184 mil casos de violência sexual entre 2011 e 2017, e 3,3% das crianças vítimas tinham alguma deficiência ou transtorno.

Abuso sexual infantil no Brasil e no mundo: os números

A história de Andressa não é um caso isolado. Ela espelha uma tragédia sistemática.

  • No Brasil: segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 60,3% das vítimas de estupro registradas tinham até 13 anos, e 64,9% dos estupros de vulnerável aconteceram dentro de residências. As meninas são 85,6% das vítimas de estupro de vulnerável. A edição que detalhou a relação com o autor (Anuário 2023, dados de 2022) mostrou que, entre as vítimas de até 13 anos, 64,4% foram violentadas por familiares e outros 21,6% por conhecidos. Só 13,9% dos autores eram desconhecidos.
  • A subnotificação é enorme. O Fórum alerta que os números oficiais mostram só uma parte dos casos, porque o medo, a vergonha, a culpa e a dependência de quem deveria denunciar mantêm muitas vítimas em silêncio.
  • No mundo: estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 1 em cada 5 meninas e 1 em cada 13 meninos sofrem alguma forma de abuso sexual antes dos 18 anos.

Essa ferida atravessou a vida de outras pessoas que usaram a visibilidade para romper o tabu. A apresentadora americana Oprah Winfrey contou publicamente que foi abusada por familiares e conhecidos a partir dos nove anos. No Brasil, a nadadora olímpica Joanna Maranhão denunciou em 2008 o abuso que sofreu aos nove anos por parte de um treinador. A coragem dela mudou a lei do país.

Leis de proteção à criança no Brasil e as falhas na prática

O Brasil tem uma legislação avançada no papel:

  1. Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA (Lei nº 8.069/1990): estabelece a prioridade absoluta, tipifica crimes contra crianças e define como o sistema responde a atos infracionais de adolescentes.
  2. Código Penal, artigo 217-A (estupro de vulnerável): qualquer ato sexual com menor de 14 anos é crime, com pena de reclusão de 8 a 15 anos. O consentimento da criança é juridicamente irrelevante.
  3. Lei Joanna Maranhão (Lei nº 12.650/2012): nos crimes sexuais contra crianças e adolescentes, a prescrição só começa a contar quando a vítima completa 18 anos.
  4. Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017): criou o depoimento especial, em ambiente acolhedor e com profissionais preparados, para evitar que a criança seja revitimizada.
  5. Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022): funciona como uma “Maria da Penha” da infância, com medidas protetivas de urgência e afastamento do agressor do lar.
  6. Lei nº 15.160/2025: passou a impedir a redução pela metade do prazo de prescrição em crimes de violência sexual contra a mulher quando o autor tinha menos de 21 anos na data do fato.

Apesar desses avanços, a barreira continua sendo a aplicação prática e o silêncio dentro da família. No caso de Andressa, segundo ela, quando decidiu denunciar o crime já tinha prescrito. Foi a justiça que chegou tarde demais, porque o silêncio dentro de casa durou mais que o prazo.

O prazo para denunciar: o que você precisa saber

A regra geral é que, nos crimes sexuais contra crianças e adolescentes, o prazo de prescrição só começa a correr quando a vítima completa 18 anos (Lei Joanna Maranhão). Mas o prazo varia conforme o crime. Antes da Lei 15.160/2025, quando o autor tinha menos de 21 anos na época do fato, o prazo era reduzido pela metade, o que podia encurtar muito o tempo disponível. A lei de 2025 mudou isso para crimes de violência sexual contra a mulher, mas as regras sobre a aplicação a fatos antigos são complexas, e a regra, em geral, é que lei penal mais dura não retroage.

Por isso, a orientação é simples: não espere para procurar ajuda jurídica. A Defensoria Pública oferece atendimento gratuito. Este texto não substitui orientação de um advogado, que deve avaliar a data dos fatos, a idade do autor na época e as regras vigentes em cada caso.

Se você precisa conversar com alguém agora, o CVV atende pelo 188, gratuitamente, 24 horas por dia.

Sinais de abuso sexual infantil: como identificar

Crianças pequenas raramente denunciam com frases articuladas. Elas denunciam com o corpo e o comportamento. Nenhum sinal isolado prova abuso, mas vários juntos, ou uma mudança brusca, pedem atenção.

  • Mudanças bruscas de comportamento: regressão (como voltar a fazer xixi na cama), isolamento, tristeza sem causa aparente, agressividade nova, medo ou pânico na presença de uma pessoa específica, inclusive um irmão ou outro parente.
  • Corpo e sono: pesadelos frequentes, recusa em ir para a cama, medo de ficar sozinha com alguém, dores abdominais recorrentes, infecções urinárias sem explicação ou marcas físicas inexplicadas.
  • Comportamento sexualizado incompatível com a idade: brincadeiras ou desenhos que reproduzem atos sexuais adultos.
  • Pedido de segredo: quando a criança fala em “segredo” com alguém da família, vale perguntar com calma o que ele significa.
  • Em crianças autistas ou com dificuldade de fala: aumento de comportamentos repetitivos, de crises ou de autolesão sem causa clara, recusa de banho ou troca de roupa com alguém específico e mudanças na alimentação e no sono. Esses sinais costumam ser atribuídos ao autismo e precisam ser olhados com cuidado.

O que fazer se uma criança contar, ou se você descobrir

  1. Acredite. Mantenha a calma e diga que ela fez bem em contar e que a culpa não é dela. Foi aos 8 anos que Andressa tentou contar, e a resposta que recebeu foi o silêncio.
  2. Não faça interrogatório nem perguntas que sugiram respostas. Quem investiga é a rede de proteção.
  3. Não prometa guardar segredo e não confronte o agressor sozinho.
  4. Proteja a criança. Se o autor mora na mesma casa, inclusive se for outro filho, separe os dois e não trate como “briga de irmãos”. Procure atendimento de saúde e acompanhamento psicológico para quem sofreu e também para quem praticou.
  5. Denuncie. O Disque 100 funciona 24 horas, é gratuito e permite denúncia anônima. Em risco imediato, ligue 190. Também é possível procurar a delegacia ou o Conselho Tutelar.

Prevenção desde a primeira infância

Ensine, de forma lúdica e adequada à idade, os nomes corretos das partes do corpo, a regra de que ninguém toca nas partes íntimas dela (nem familiares, nem irmãos mais velhos), a diferença entre segredo bom e segredo ruim, e que ela pode dizer não e contar a um adulto de confiança, sempre. Para crianças autistas ou com dificuldade de comunicação, use histórias sociais, imagens e cartões de apoio.

Quando o lar vira cativeiro e a voz vira resgate

Para quem sofre violência de alguém da própria casa, existe uma segunda violência: a convivência obrigatória. A pessoa que machuca está no café da manhã, na festa de aniversário e no almoço de domingo. E quando a família escolhe o silêncio, quem sofreu precisa carregar sozinha uma culpa que nunca foi dela. Andressa conta que, ao se afastar da família, sentiu muita culpa, porque afinal eram seus pais e seu irmão.

Foi só ao romper o silêncio, primeiro na terapia, depois na escrita e por fim nas redes, que ela passou a transformar o que viveu em acolhimento para outras mulheres. Seu exemplo mostra que a sobrevivência não depende de uma família que ajude, mas ajuda muito ter alguém ao lado, um tratamento e um lugar para ser ouvida.

A culpa nunca foi da criança

A verdade precisa ser dita com clareza: nenhuma criança tem qualquer responsabilidade pelo abuso que sofreu.

Uma menina de seis, dez ou quinze anos não tem condições biológicas, emocionais ou cognitivas de consentir com a própria invasão. A responsabilidade é de quem cometeu a violência e de quem escolheu a omissão para preservar as aparências. A vergonha não pertence a quem sobreviveu.

A sociedade precisa parar de cobrar perdão compulsório de sobreviventes de violência intrafamiliar. Não existe obrigação moral de reconciliação com quem destruiu a sua infância. A dignidade começa quando você olha para a própria história, tira a mão da boca e diz com firmeza: aquilo foi violência, não foi culpa minha, e eu me recuso a continuar carregando a vergonha que não era minha.

Perguntas frequentes

Existe abuso sexual entre irmãos?

Sim. Quando quem pratica a violência é outra criança ou um adolescente da família, o fato é chamado de ato infracional e é tratado pelo ECA. A gravidade para quem sofre é a mesma, e a vítima precisa de proteção e acolhimento. Não deve ser tratado como “brincadeira” nem “briga de criança”.

Onde denunciar abuso sexual infantil?

No Disque 100 (gratuito, 24 horas, anônimo), no Conselho Tutelar, em qualquer delegacia ou, em risco imediato, pelo 190.

Existe prazo para denunciar um abuso sofrido na infância?

Existe prescrição, mas ela só começa a contar aos 18 anos da vítima (Lei Joanna Maranhão), e o prazo varia conforme o crime e a idade do autor na época. Procure a Defensoria Pública ou um advogado o quanto antes.

Quem comete a maior parte dos abusos sexuais contra crianças?

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a maior parte dos autores é familiar ou conhecido da criança, e a casa é o principal local do crime.

Crianças autistas correm mais risco?

Pesquisas indicam que crianças com deficiência têm risco maior, em torno de três vezes, entre outros motivos pela dependência de cuidados e pela dificuldade de comunicar o que acontece.


Quer conhecer o trabalho e as palavras da escritora Andressa Almeida? Acompanhe @andressa.escreve no Instagram.

Fonte do relato: Andressa Almeida, em depoimento a João Maturana, “Fui abusada pelo meu irmão dos 6 aos 16 anos e hoje uso minha voz para ajudar a curar outras mulheres”, Marie Claire, 24/11/2024: https://revistamarieclaire.globo.com/eu-leitora/noticia/2024/11/fui-abusada-pelo-meu-irmao-dos-6-aos-16-anos-e-hoje-uso-minha-voz-para-ajudar-a-curar-outras-mulheres.ghtml


Se a sua infância também foi marcada pelo peso da omissão e você busca reconstruir a sua força com dignidade e consciência emocional, conheça o trabalho e as palavras da escritora Andressa Almeida:

Entrevista na Marie Claire: ‘Fui abusada pelo meu irmão dos 6 aos 16 anos e hoje uso minha voz para ajudar a curar outras mulheres’

Quer conhecer o trabalho e as palavras da escritora Andressa Almeida? Acompanhe @andressa.escreve no Instagram

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Perfil Instagram: https://www.instagram.com/andressa.escreve

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E assista à conversa completa entre nós em breve

Fontes consultadas: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023 e 2026 (Fórum Brasileiro de Segurança Pública); Ministério da Saúde (notificações de violência sexual 2011 a 2017); Código Penal, art. 111, V, e art. 217-A; Lei nº 12.650/2012; Lei nº 13.431/2017; Lei nº 14.344/2022; Lei nº 9.970/2000; Organização Mundial da Saúde; The Lancet (2012).

1. Artigos Científicos e Dados de Saúde

2. Legislação Oficial (Portal da Legislação / Planalto)

  1. Arquivo Pessoal da Andressa no Instagram: Foto Pública ↩︎

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